Privilégios sem crise: Congresso protege os seus e empurra a conta para o povo O Brasil real aperta o cinto. O Congresso, não.

Enquanto trabalhadores sobrevivem com salário mínimo defasado, gás de cozinha caro e políticas sociais sendo atacadas, o Congresso Nacional segue ampliando privilégios para si e para o alto escalão do serviço público, muitas vezes acima do teto constitucional.

Servidores da Câmara e do Senado continuam recebendo penduricalhos, verbas indenizatórias e gratificações que, na prática, furam o teto salarial. Tudo aprovado sem alarde, com justificativas técnicas e o velho discurso de “valorização institucional”.

Mas quando o tema é aumento do salário mínimo, auxílio-gás ou qualquer política de proteção social, a resposta é imediata:

👉 “Não há recursos”

👉 “É irresponsabilidade fiscal”

👉 “Vai quebrar o país”

A incoerência é escancarada.

Recentemente, o próprio presidente da Câmara dos Deputados defendeu o aumento da verba de gabinete, alegando que, sem mais recursos, parlamentares teriam que demitir assessores. A pergunta óbvia que não foi respondida é:

de onde sairá esse dinheiro?

Certamente não sairá dos privilégios do topo.

Certamente não sairá das emendas parlamentares.

Certamente não sairá dos benefícios do próprio Congresso.

Vai sair, como sempre, do bolso do povo.

O mesmo Parlamento que se recusa a garantir o mínimo de dignidade a milhões de brasileiros não hesita em abrir o cofre quando o interesse é corporativo. Muitos parlamentares da extrema direita, que se apresentam como defensores da família e do cidadão comum, votam contra auxílios básicos, mas nunca contra benefícios próprios.

Isso não é ajuste fiscal.

Não é responsabilidade com o dinheiro público.

É projeto político.

Um projeto que protege o topo da pirâmide, precariza a base e empurra trabalhadores para uma rotina de mais trabalho, menos direitos e nenhuma segurança. Não se trata de extinguir uma classe social formalmente, mas de condená-la à sobrevivência permanente, sem margem para dignidade ou ascensão.

A pergunta final é simples, direta e incômoda:

👉 Quem vai pagar essa conta?

Como sempre, o mesmo de sempre.

Marcos Dantas.

📌 Diário do Maciço de Baturité

Informação que incomoda. Verdade que não se cala.

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