2025: um ano de rupturas, desafios e recomeços.

O ano de 2025 não foi apenas mais um na linha do tempo. Foi um divisor de águas. Um ano de decisões difíceis, perdas profundas, aprendizados intensos e da reafirmação de propósitos.

Janeiro começou sem grandes mudanças. Após nove anos como servidor concursado da educação, vivenciei o período de recesso escolar. Um tempo que, à primeira vista, parecia apenas uma pausa, mas que, na prática, serviu para amadurecer reflexões que já vinham se formando há algum tempo.

Em fevereiro, veio a decisão que mudaria o rumo da minha trajetória profissional: pedi exoneração do cargo e fui aprovado em processo seletivo para a educação. Não foi um passo simples. Envolveu medo, incertezas e, sobretudo, coragem para recomeçar.

O mês de março marcou o retorno às salas de aula, agora com turmas do 4º ao 7º ano, lecionando Matemática e Robótica. Ensinar nessas áreas mostrou, mais uma vez, que a educação precisa dialogar com o presente e preparar os alunos para o futuro.

De março a dezembro, assumi o ensino da Matemática do 6º ao 9º ano em uma escola da zona rural. Foi um grande desafio, mas também um privilégio imenso. Aprendi tanto quanto ensinei. O contato diário com os alunos e com os profissionais da escola reforçou em mim o valor da educação pública e o papel transformador do professor.

Paralelamente à rotina intensa em sala de aula, consegui concluir mais uma certificação de graduação e fui aprovado na pós-graduação em Gestão Escolar pelo IFCE, uma conquista que fortalece o compromisso com a formação continuada e com uma educação de qualidade.

Mas 2025 também foi marcado pela dor. Perdi meu alicerce, minha mãe. Uma ausência irreparável, que muda definitivamente a forma de ver a vida, o tempo e as prioridades.

Ao longo do ano, participei menos da área de comunicação, especialmente nas rádios de Baturité, apesar dos convites para retornar. Não foi um afastamento definitivo, mas uma pausa necessária. A comunicação continua sendo parte da minha identidade e poderá ser revista em 2026, sob novas perspectivas e formatos.

A incerteza sobre voltar ou não ao serviço público já não me inquieta como antes. Hoje, essa dúvida me traz tranquilidade, pois sei que existem outros caminhos possíveis e reais: a educação, a advocacia e a comunicação, áreas que dialogam entre si e fazem parte da minha história.

2025 foi um ano de despedidas e recomeços. De quedas e de força para seguir em frente.

Que venha 2026.

Com fé, maturidade, escolhas conscientes e coragem para continuar.

Obrigado, meu Deus.

Marcos Dantas

Professor | Advogado

✍️ Diário do Maciço de Baturité.

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