Quando o povo reage, o bolsonarismo recua: a força popular contra as sabotagens da extrema direita. Não a PEC da Blindagem 2.
Nos últimos anos, o Brasil tem assistido a uma sequência de tentativas da extrema direita de impor pautas antidemocráticas, autoritárias e voltadas à autoproteção de grupos políticos que flertam com o retrocesso institucional. Mas há um padrão que se repete: toda vez que o povo se mobiliza, nas ruas ou nas redes, o bolsonarismo recua.
Foi assim na PEC da Blindagem, que buscava restringir investigações e dificultar o combate à corrupção política; no projeto da anistia, que pretendia “limpar a ficha” de quem atentou contra o Estado Democrático de Direito; e agora, mais uma vez, na aberração representada pela relatoria de nomes como Derrite, Hugo Motta e Tarcísio de Freitas, que colocam interesses ideológicos e pessoais acima do compromisso com o país.
Esses movimentos são claros: quando o silêncio domina, eles avançam. Quando o povo fala, eles recuam. A extrema direita brasileira se alimenta da apatia, da desinformação e do cansaço coletivo — mas teme, profundamente, a força da mobilização popular e a pressão social organizada.
O que está em jogo não é apenas um embate político, mas a resistência da democracia frente a um projeto de poder que tenta minar instituições por dentro. A cada tentativa de golpe, blindagem ou anistia disfarçada de “pacificação”, é a reação da sociedade que impede o desmonte completo do Estado de Direito.
A pergunta que fica é: até quando o país resistirá a essas sabotagens sucessivas? A democracia brasileira segue de pé, mas cambaleante — exigindo de todos nós vigilância, participação e coragem para não permitir que os que desprezam o povo continuem decidindo o futuro do Brasil.
Enquanto houver resistência, haverá recuo. E é justamente essa a maior prova de que o poder ainda está — e deve continuar — nas mãos do povo.
Marcos Dantas
📍 Blog Diário do Maciço de Baturité

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