Fux, contradições e a democracia em risco.

O voto do ministro Luiz Fux, no julgamento que envolve a trama golpista, evidencia mais uma vez as contradições de um país que insiste em conviver com fantasmas autoritários. O Brasil parece condenado a revisitar o passado sempre que um novo golpe — real ou tentado — ameaça as instituições.

As palavras do ministro não passam despercebidas: em um momento de tensão, onde a sociedade clama por justiça e estabilidade, qualquer voto que minimize a gravidade do que ocorreu soa como um desserviço. Democracias jovens, como a brasileira, sobrevivem não apenas da liturgia do discurso, mas da firmeza das decisões.

É incrível a sina deste país: sempre vítima de golpistas que se apresentam como salvadores, sempre exposto a rupturas que se repetem sob novas roupagens. O desafio é saber se nossa democracia — ainda em construção, ainda frágil — terá forças para resistir a mais uma prova de fogo.

O julgamento é mais que uma disputa de narrativas. É a chance de mostrar que o Brasil não tolera aventuras autoritárias, nem discursos que relativizam crimes contra o Estado Democrático de Direito. O voto de cada ministro entra para a história — e será lembrado não apenas como um ato jurídico, mas como um marco ético e político.

Marcos Dantas.

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