Bolsonaro, Malafaia e Tarcísio: a tríade da subserviência que ameaça o Brasil e tudo pelo poder e pelo interesse próprio.
No tabuleiro da política brasileira, três peças se movem em sintonia perigosa: Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o governador Tarcísio de Freitas. Amparados pela atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, eles costuram um projeto que une fundamentalismo religioso, submissão econômica e chantagem política em troca de poder — mesmo à custa da soberania nacional.
Os áudios de Bolsonaro com Malafaia expõem um acordo de conveniência. De um lado, um ex-presidente acuado judicialmente. Do outro, um líder evangélico disposto a mobilizar milhões de fiéis em defesa de um projeto autoritário. O resultado é a instrumentalização da fé como arma política, em troca de visibilidade e apoio incondicional.
No plano externo, Tarcísio de Freitas surge como a face “moderada”. Após o anúncio das tarifas de 50% impostas por Donald Trump, o governador de São Paulo correu para reuniões com empresários e representantes americanos. Em vez de condenar a medida, minimizou o impacto e se colocou como interlocutor submisso.
Enquanto o governo federal rechaçava a chantagem, Tarcísio agia como ponte para interesses estrangeiros — um gesto que coloca em xeque sua lealdade ao Brasil.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, atua como lobista não oficial da família em Washington. As mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelam um plano explícito: usar as tarifas americanas como pressão para arrancar a anistia dos golpistas de 8 de janeiro.
Chegou a insultar o próprio pai por não ser “agressivo” o bastante em apoiar Trump. Sua tese é simples e perigosa: liberdade em troca da soberania brasileira.
Essa engrenagem opera em duas frentes:
Interna: mobilização das bases mais radicais pelo discurso religioso e pela vitimização.
Externa: submissão a Trump e ao trumpismo, buscando interferência direta nas eleições de 2026.
Nesse cenário, Tarcísio tenta se vender como gestor pragmático, mas sua postura dócil diante da pressão americana o aproxima, inevitavelmente, da lógica bolsonarista de rendição.
A verdadeira vítima desse jogo é o Brasil. O país sofre ataques híbridos: pressão judicial internacional, guerra comercial e desinformação. Tudo com a colaboração de lideranças políticas nacionais que tratam a pátria como moeda de troca.
A tríade Bolsonaro-Malafaia-Tarcísio revela que, para a extrema direita, o conceito de pátria é relativo. A lealdade não é ao povo, nem à Constituição, mas ao próprio poder.
Trump já chamou o Brasil de “péssimo parceiro comercial”. Ainda assim, líderes brasileiros se ajoelham diante dele, aceitando humilhações em troca de apoio.
O preço dessa submissão é alto: pode custar não apenas a democracia, mas a alma do país.
Marcos Dantas.

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