Marcha para Jesus aconteceu hoje com grande público, mas mistura entre política e religião ainda preocupa.

Aconteceu hoje a Marcha para Jesus, evento religioso que há anos mobiliza evangélicos em todo o Brasil. Como sempre, a fé esteve no centro da caminhada: louvores, orações e demonstrações de esperança tomaram as ruas. Famílias inteiras participaram, num verdadeiro ato público de religiosidade e união.

Mas, mesmo sendo um evento de grande importância espiritual para muitos, é impossível ignorar o tom político que tem marcado essa e outras edições nos últimos anos. Autoridades, candidatos e lideranças políticas têm usado o espaço para se promover — o que acende um alerta importante.

A história mostra que quando política e religião se misturam demais, os resultados não costumam ser bons. Em várias épocas, o uso político da fé trouxe prejuízos tanto para a liberdade religiosa quanto para a própria democracia. É um risco que vale ser evitado.

Claro que todo cidadão tem o direito de se posicionar — inclusive os religiosos —, mas transformar um ato de fé em palanque eleitoral pode enfraquecer a própria mensagem que se deseja passar. A fé deve unir, confortar e transformar, não dividir ou manipular.

A Marcha para Jesus deve continuar sendo o que ela é de verdade: uma celebração da fé, do amor e da paz. Que a política fique no seu devido lugar — nas urnas e nos debates — e a religião permaneça como espaço de acolhimento, esperança e espiritualidade.

Marcos Dantas.

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