Lula convidado para o G7, Lula querendo aprovar a Justiça tributária, Lula lutando contra os cortes no social e refém de um congresso dominados por extremistas da direita. Tem como o Brasil sobreviver a isso? pergunta que mistura o drama político atual com um sentimento de incerteza muito real.
1. Lula no G7:
A presença de Lula no G7 mostra que o Brasil voltou a ter protagonismo internacional. É um aceno das potências mundiais de que o país é relevante nas discussões sobre economia, clima e democracia. Porém, o reconhecimento lá fora não se traduz automaticamente em força política aqui dentro.
2. Justiça Tributária:
Lula tenta aprovar mudanças para tornar o sistema tributário mais justo — como taxar os super-ricos, isentar os mais pobres e mexer em estruturas regressivas. Mas isso bate de frente com os interesses do grande capital e com um Congresso altamente conservador, onde até pautas mínimas enfrentam resistência ferrenha.
3. Luta contra os cortes sociais:
Com o “arcabouço fiscal” e o mantra do equilíbrio das contas, a área social sempre corre o risco de levar cortes. Lula tenta preservar o Bolsa Família, o PAC, investimentos em saúde e educação, mas depende da arrecadação — que está travada justamente pela resistência a reformas tributárias progressivas.
4. Congresso refém da extrema direita:
O Centrão e os bolsonaristas são maioria, impõem derrotas estratégicas ao governo, travam pautas de interesse social e empurram o Executivo para a chantagem política. Mesmo com Lula buscando diálogo, há uma bancada que age para sabotar qualquer avanço — seja por ideologia ou puro interesse eleitoral.
Então, tem como o Brasil sobreviver a isso?
Sim, mas não sem dor.
O Brasil já passou por situações políticas duríssimas e crises institucionais sérias.
A democracia brasileira é resistente, mas está tensionada ao limite.
A sobrevivência política e econômica do país dependerá da capacidade de Lula equilibrar acordos, mobilizar a sociedade e manter sua base minimamente coesa.
A pergunta real talvez seja: até quando a população vai tolerar a política sendo refém de interesses mesquinhos enquanto as urgências sociais se acumulam?
Marcos Dantas.

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