Vereadores bolsonaristas em São Paulo votam contra reajuste dos professores e atacam direito de greve.
Em uma decisão que gerou grande revolta entre trabalhadores da educação e a sociedade civil, vereadores bolsonaristas da Câmara Municipal de São Paulo, alinhados ao prefeito Ricardo Nunes, votaram contra o reajuste salarial dos professores da rede municipal pelos próximos dois anos.
Atualmente, a maioria dos professores da rede pública municipal recebe cerca de R$ 3.500,00, um valor considerado insuficiente diante do custo de vida na capital paulista e da importância da função que exercem. Em contraste, os vereadores que tomaram essa decisão possuem salários superiores a R$ 26.000,00 por mês, sem contar benefícios e verbas de gabinete.
A indignação aumentou ainda mais após declarações públicas de um dos vereadores bolsonaristas, que afirmou que professores que fizerem greve seriam "vagabundos" — um ataque direto ao direito legítimo de manifestação garantido pela Constituição.
A decisão evidencia a desvalorização da educação pública e o desrespeito aos profissionais responsáveis pela formação das próximas gerações. Em um momento em que a sociedade clama por investimentos em educação e reconhecimento dos educadores, a escolha de congelar os salários por mais dois anos é vista como um retrocesso e um ataque direto aos direitos da categoria.
Como não se revoltar?
Esses professores, que formam nossas crianças e enfrentam condições cada vez mais difíceis, recebem em média apenas R$ 3.500,00. Para completar o absurdo, ainda ouviram de um vereador que "R$ 3.500,00 tá bom demais" e que se fizerem greve são "vagabundos".
É um tapa na cara de quem acredita na educação como caminho para um país melhor.
É a desvalorização escancarada de quem deveria ser respeitado e incentivado, não atacado e humilhado.
Se revoltar é necessário. Se calar, jamais.
Sindicatos e movimentos sociais já começaram a organizar mobilizações contra a medida e prometem pressionar a Câmara Municipal para reverter a decisão.
Marcos Dantas.

Comentários
Postar um comentário