A urgência de uma política pública humanizada para animais em situação de vulnerabilidade no Ceará.
A forma como uma sociedade trata seus animais revela, com precisão, o seu grau de humanidade. No Ceará, cresce a percepção de que essa dimensão ainda carece de políticas públicas estruturadas, eficazes e, sobretudo, sensíveis à realidade de milhares de animais em situação de abandono e maus-tratos. Diante desse cenário, é inevitável questionar: o que falta para que o governo estadual, liderado por Elmano de Freitas, implemente uma política diferenciada e verdadeiramente humanizada de acolhimento animal? A resposta não está na ausência de base legal. A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 225, que é dever do poder público proteger a fauna e vedar práticas que submetam os animais à crueldade. Além disso, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) tipifica os maus-tratos como crime, com penas que foram inclusive ampliadas nos últimos anos. Portanto, o problema não é normativo — é estrutural e político. Hoje, o que se observa é uma atuação fragmentada. Municípios, mui...